Projeto estimula o uso de tecnologias nas aulas de Geografia
Estimular
o uso da tecnologia nas aulas de Geografia é principal objetivo do
projeto “Geocaçadores do conhecimento” coordenado pelo professor Judson
Oliveira Malta. O projeto foi criado em 2013, e tem mobilizado os alunos
do Colégio Aplicação (Codap) e do Colégio Estadual Acrísio Cruz. O
projeto será apresentado durante a Feira de Ciências que acontecerá no
dia 30 de outubro, integrando as atividades da Semana Nacional de
Ciências e Tecnologia (SNCT).
De acordo com o coordenador do projeto,
Judson Oliveira, o projeto começou quando lecionava no Codap como
professor substituto. “Conhecemos um jogo que é o geocast, que trabalha
com caça ao tesouro ao redor do mundo. Ele é uma rede social e as
pessoas escondem tesouros no mundo e disponibilizam as coordenadas
geográficas (latitude e longitude) para os outros jogadores das redes
sociais poderem procurar os tesouros uns dos outros”.
O
início do projeto aconteceu no Colégio Aplicação onde foram realizados
estudos sobre o tema. Com o incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa e à
Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE) e do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto
foi expandido para a rede estadual.
Semanalmente, a equipe que é formada por
três professores, cinco bolsistas, dois alunos voluntários e um
graduando de Geografia se reúne para debater sobre ciência e trabalham a
redação científica para produção de artigos. “Peço para eles lerem e
resenharem para aprender a produzir artigos e sua estrutura. Vamos
fazendo análises de artigos já prontos e depois vamos desenvolvendo o
nosso texto. Com esse projeto eles vão aprender para a vida toda porque
eles precisam se esforçar para desde agora acessar outro nível de
conhecimento que é o superior”.
O estudante Edimir Alves do nascimento
Júnior está no projeto há três meses e conta a importância do
envolvimento com a produção científica ainda no ensino médio. “O projeto
tem sido muito importante porque quando a gente chegar à universidade
nós teremos uma base para produzir artigos. É um incentivo muito bom. A
Fapitec está ajudando muito e o professor Judson, que é o nosso
orientador, tem nos ajudado bastante tirando todas as nossas dúvidas.
Estamos trazendo essa tecnologia com GPS e as tecnologias de
posicionamento global para a sala de aula estimulando os alunos a
gostarem mais da Geografia”, conta Edimir.
Paralelo ao projeto de Geotecnologias, o
grupo está desenvolvendo um projeto sobre a arborização urbana de
Aracaju. Segundo o professor Judson, o objetivo é entender como a
vegetação é importante para o ambiente urbano de Aracaju, além de
estudar a importância das vegetações.
A estudante Gabriela Andrade de Jesus
faz parte do projeto sobre a arborização urbana de Aracaju e destaca a
importância do projeto para a sua formação. “A partir desse projeto eu
passo a aprender mais sobre a escrita acadêmica e me aprofundar mais
nesse assunto, mas o principal objetivo é melhorar a redação científica.
Nas universidades é preciso fazer muitos artigos e o que estou
aprendendo agora vai servir muito no futuro. Além de conhecer mais sobre
o ambiente, partir desse tema fico mais ciente do que está acontecendo
no meio ambiente”.
Cienart
O professor Judson adianta que o projeto
promete movimentar a Feira Estadual de Ciências, Tecnologia e Artes
(Cienart), que acontecerá no dia 30 de outubro, integrando as ações da
SNCT. Segundo Judson, a ideia é montar um circuito de caça ao tesouro
para que os estudantes visitantes possam montar equipes para participar
do desafio. A ideia é estimular os estudantes a utilizarem as
geotecnologias.
SNCT
“Luz, Ciência e Vida" é o tema da Semana
Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que ocorre de 19 a 25 de
outubro no Brasil. A SNCT tem por objetivo aproximar a Ciência e a
Tecnologia da população, promovendo atividades de divulgação
científica. A SNCT é realizada desde 2004 sob a coordenação a nível
nacional pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Em
Sergipe, a programação ocorre durante todo o mês de outubro finalizando
as atividades com a Feira de Ciências, que ocorre no dia 30 de outubro
na UFS, sob a coordenação da Fapitec/SE e da Cienart.
Fonte: FAPITEC/SE
Unir
a robótica ao futebol é uma das propostas do Grupo de pesquisa em
Robótica da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que desenvolve o
projeto de popularização da ciência “Futebol de Robôs”. O projeto é
coordenado pelo Doutor em Engenharia Elétrica, Profº Eduardo Freire, e
conta com a participação dos professores Elyson Carvalho e Lucas Molina.
O principal objetivo do projeto é divulgar e atrair a juventude para
pesquisa e a tecnologia.
O
projeto consiste na construção e desenvolvimentos de robôs que
participam do Campeonato Sergipano de “Futebol de Robôs”, e da
Competição Brasileira e Latino Americana de Robótica, que é um dos
propósitos do projeto. A participação nas competições oferece
visibilidade ao grupo ajudando a difundir a ciência, principalmente, nas
escolas públicas.
O
Campeonato busca atrair a atenção para a robótica em cada categoria
fomentando a ciência de uma forma divertida. Algumas das categorias são
para o desenvolvimento da inteligência dos robôs e outras desenvolvem a
mecânica. Existem várias competições de robótica e dentro delas o
“Futebol de Robô”.
“Feira
de Ciências com materiais alternativos como proposta de reconstrução de
elementos cotidianos” é um dos projetos apoiados pela Fundação de Apoio
à Pesquisa e à Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec/SE), que será
apresentado durante a Feira Estadual de Ciências, Tecnologias e Artes de
Sergipe (Cienart) no dia 30 de outubro. O projeto tem por objetivo
estimular os estudantes Colégio Estadual Artur Fortes, no município de
Carira, a se envolverem em temas relacionados à ciência. A Cienart
integra as ações da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2015.
A
proposta da ‘Feira de Ciências Alternativa’ é adaptar o material usado
em laboratório com objetos do cotidiano dos alunos. Segundo o professor
Gladston, a escola não possui um laboratório equipado, por isso a ideia
do projeto.

Com
o objetivo de orientar os professores no processo de submissão de
projetos científicos, a equipe da Feira Estadual de Ciências,
Tecnologias e Artes (Cienart) realizará mais uma Oficina Pedagógica no
dia 19 de junho. Podem participar professores da rede pública,
particular e federal de todas as áreas do conhecimento. As inscrições
estarão abertas até o dia 30 de maio.
Na
próxima sexta-feira, 15, acontece mais uma edição do projeto “Ciências
sobre rodas: Busão da ciência do agreste ao sertão” no município de
Moita Bonita. O objetivo é aproximar a população de assuntos
científicos e discutir conhecimento do senso comum. Durante visita aos
municípios do agreste, alunos e professores da UFS realizam experimentos
para a população local.
Na
última quinta-feira, 16, professores da rede estadual participaram da
Oficina de Elaboração de Projetos Científicos que ocorreu no auditório
da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA). As oficinas têm por objetivo
capacitar os docentes para a elaboração de projetos científicos para
concorrer aos Editais do Programa de Iniciação Científica (Pibic Jr) e
do Programa Popularização das Ciências, além de participar da Feira
Estadual de Ciências e Artes de Sergipe (Cienart), que ocorre durante a
Semana Nacional de Ciências e Tecnologia (SNCT).
Para
a vice coordenadora da Cienart, Eva Maria Siqueira, as oficinas são um
incentivo para os professores participarem de editais e produzirem
projetos com as ideias que já são desenvolvidas em sala de aula. “Esse
momento é importante porque durante as oficinas estamos trabalhando com
dois editais diretos da Fapitec/SE que é o de Popularização da Ciência e
do PIBIC Jr. Além de incentivar os professores a elaborarem projetos
para a Cienart SNCT. Com isso, incentivamos os professores a
registrarem as práticas que eles já têm. Muita coisa boa desenvolvida
nas escolas, só que às vezes eles não colocam essa prática em forma de
um projeto de pesquisa ou para Cienart ou para concorrer nos editais”.
Eva Maria Siqueira adianta que uma grande oficina acontecerá na UFS no
dia 19 de junho, uma oportunidade para os professores amadurecerem as
ideias. “Os professores fiquem atentos ao site da Cienart e mandem seus
projetos, tanto para o Edital de Popularização quanto para o PIBIC Jr.
Nós queremos uma demanda grande para provocar que a Fapitec/SE
disponibilize mais recursos para esses professores que trabalham nas
escolas com esses alunos”.
O
professor Edson destaca a importância do projeto Busão da Ciência como
um instrumento de popularização . “Os centros de museus na maioria dos
estados estão concentrados em grandes centros ou capitais. No nosso
caso, o Busão do agreste e do sertão é um museu de ciências em disco
rodas. Ele vai até as localidades, geralmente em locais onde a
comunidade nunca imaginava um dia discutir ciências e participar de
feiras científicas”.
O
projeto “Feira de ciências como possibilidade de construção e
aproximação de conhecimento” tem por objetivo realizar feira de ciências
em escolas públicas. Segundo a coordenadora do projeto Eliana Midori, o
projeto aproxima dos alunos da graduação das escolas. O projeto surgiu
há dois anos, mas só em 2013 o projeto foi submetido ao edital
Olimpíadas e Popularização da Ciência ofertado pela Fundação de Apoio à
Pesquisa e à Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec/SE).
Para
os estudantes de ensino médio, a professora Eliana explica que é uma
forma lúdica de entender a ciência. Segundo a professora, muitas escolas
ainda não possuem um laboratório e nas feiras os alunos realizam
experimentos com objetivo de despertar o interesse por matérias, a
exemplo de Química.
O
estudante de Química Genisson Barbosa Teixeira faz parte do Programa de
Bolsa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID) e destaca que o
projeto de Feira de Ciências nas escolas promove mais ainda essa
interação do professor e aluno. “Acho importante porque a gente tem mais
um contato com escola antes mesmo de passar por estágio ou entrar no
mercado de trabalho. Então esse projeto tem uma função de promover essa
convivência do acadêmico e escolar no ensino médio. Também proporciona a
gente aprende um pouco mais das ciências, principalmente a questão do
experimento que a gente trabalha com experimentos cada vez mais
aperfeiçoado na área de química e aprendendo coisas necessárias para o
nosso futuro”, destaca Genisson.
